Mochila
Teve um tempo que achava que gostava de viajar pelo movimento, para sair do lugar; depois pelas novidades, por tudo que eu podia aprender; aí então eu comecei a achar que viajar era legal pela aventura, e por me permitir estar perdida, sem saber para onde ir, e ainda assim me acolher; aí teve Minas Gerais…
Quis conhecer Minas desde a adolescência, culpa daquela novela “Coração de Estudante” e depois do Bituca. Em 2021 comprei, em uma promoção relâmpago, passagens para Minas em Janeiro/22. Iria sozinha, e na programação conheceria mais de 5 cidades, uma verdadeira incursão no estado.
Uma semana antes da minha data de embarque, um paredão desmoronou no Capitólio, vocês lembram? Viagem cancelada.
Consegui para fevereiro/23 novas passagens em uma nova promoção relâmpago, mas dessa vez, não fiz roteiro. Comprei as passagens, reservei a hospedagem e fui. Como vocês podem imaginar, foi tudo desastroso! A pior viagem que já fiz, para o lugar que eu mais quis conhecer.
Mas não culpo a falta de programação, ou calor, ou distâncias, ou Uber errado, ou tudo estar caro, ou falta de espaço no iCloud… eu me saio bem de tudo isso! E saio rindo e fazendo piada besta.
Em Minas/23 levei comigo muito peso. Mala, mochila, pochete, e uma história fadada ao fracasso desde o primeiro episódio, mas que eu insistia em carregar… Essa foi a última viagem que fiz levando mala.
Em Minas/23 eu entendi que viajar é movimento, novidade, aventura, mas é também, e principalmente, sobre reconhecer, e delimitar, o que eu suporto.
Eu não preciso levar tudo comigo.
Eu não posso insistir em levar o quer ficar.
Eu só devo levar o peso que eu suporto.



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