existir


 

Eu adoro existir!

Mas eu gosto de existir do jeito que existo hoje: barulho, pouca definição e muitas marcas. Na risada alta, nos cabelos livres, nas histórias contadas pelos meus braços. 

Tudo isso me reforça que, na maioria das vezes, existir é muito legal. 

Em janeiro, quando estive no museu do Oscar Niemeyer em Goiânia, essa obra me chamou a atenção e provocou um grande debate sobre arte. Saí em defesa do autor(a) desconhecido(a), que eu não faço ideia do que tentou expressar na tela, mas que para mim falou sobre existir.

Esse grande quadro vermelho cheio de marcas me fez pensar que toda pessoa-história que nos atravessa, deixa um rastro-lembrança-vinco-cicatriz. 

E talvez seja essa a beleza do quadro e a delícia em viver: descobrir o que fazer das marcas, tentar entender o que elas nos comunicam, procurar sentido e o que ensinam.

Não há existir sem marcas.




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