RETROSPECTIVA
No primeiro texto que escrevi esse ano, decidi que “sonhar”
seria minha palavra imperativo. Achava que era tempo de voltar a acreditar na
felicidade que se constrói e, apostava que sonhar podia ser caminho desse
amanhã.
Antes mesmo que pudesse me dedicar ao tempo de sonhar, fui
apresentada ao tempo das realidades que são, sem preparo para a ideia gestada,
sem plano para a resposta.
Outro tempo, não o meu.
Entre reagir ao que o mundo me exigia e manter a fé no sonho
que eu desejava ter, fiz do caminho o meio-termo. E eu fui! Longe, alto, rápido...
Andei, sem muitos planos e sem pensar no depois. Como fez um
grande amor, desses que não foi (e que por isso sempre será).
Todo caminho me trazia de volta. E eu demorei a entender que
era nessa volta que eu precisava chegar.
No ano em que eu escolhi sonhar, fui apresentada a realidade
que: nem todo lugar é meu e nem todo mundo está comigo; tem coisa que não volta
e coisa que não tem depois; tem gente que perde o sentido e outros por quem
vale a pena ser tolerante; mosquitos são perigosos e eu posso escolher onde quero
ter um fogão.
Ainda assim, fui triste e sem
sentido por muitos dos dias. Hoje é um deles.
Queria um ano de sonhos...
(Fiz de confete o possível.)



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