Me busco


 Me busco

e por isso me perco tanto.


Quando fiz essa foto, em uma das salas da Pinacoteca, pensei que ela mereceria um texto. A imagem por si me comunicou, mas, esperei o texto acontecer nas coisas que eu vivo.

Hoje lembrei dessa foto e me dei conta que no topo das coisas que eu vivo, desde que me entendo por gente, e isso não é tão antigo assim, está me perder de mim.

Por muito pouco, muito fácil eu deixo de ser o centro e, no lugar que deveria ser eu, coloco o trabalho, os estudos, os problemas, as contas, os outros... tudo.

Até poucos dias acreditava que o jeito certo de viver era se achar, se reconhecer e a todo custo ser o centro. 

Não é errado, mas, hoje eu acho que não é tão certo assim. 

Daqui, desse novo jeito de pensar, não me parece possível viver de ser o centro. É preciso minimamente se deslocar de si para se reconhecer, certo?

 Sendo assim, me perder no trabalho, nas coisas, nos outros também faz parte do encontro comigo. Desde que volte para mim, o que eu escolho priorizar e o que eu evito também são parte da busca.

Talvez eu esteja tentando racionalizar o quão perdida de mim estou desta vez, ou talvez faça sentido mesmo esta nova perspectiva, eu não sei.

Eu ainda acho que eu me perco fácil, mas tenho gostado de pensar que isso acontece porque eu me busco muito.

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