gaveta
Eu guardo coisas! Muitas delas com o pretexto de me fazer lembrar.
Um
momento bom, uma felicidade vivida, uma memória que eu queira recordar no
futuro.
Guardo,
para que tenha ao alcance dos olhos, e das mãos, a lembrança daquele momento
importante.
Não
confio o suficiente na minha memória.
As
pessoas passam, as fases passam, essas coisas ficam para me lembrar, de um
aprendizado, um lamento, uma pessoa, uma dor...
Dentro
da carteira, guardo o palito do picolé que me lembrou que “eu não preciso mais”;
no bolso escondido da bolsa, o terço que usei nas novenas de quando vó Isabel
faleceu para lembra do nosso amor; na necessaire, o que restou do primeiro
batom que usei e gastei até o fim que me lembra que posso ter vaidade; na agenda,
o papel do banco que veio com o meu cartão me lembra do meu primeiro salário;
na gavetinha de documentos, as coleiras dos meus primeiros e amados gatos, Ikki
e Lyra; no meu braço inteiro lembranças de datas e fases da vida importantes e
se for avaliar tem recordação em tudo que é meu.
Eu
sou uma pessoa que guarda coisas. E eu gosto de ser assim.
Deixo
essa colagem para me guardar.



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